6 de mai de 2015

O amor da forma que deve ser



Era um daqueles sonhos que mais parecia uma cena de filme de comédia romântica ou com o trecho daquele livro água com açúcar. Aquele que apesar de clichê, todo mundo lá no fundo sonha em viver.

Ele a levava pelas mãos, dizendo que era sua alma gêmea. Ele a acolhia como se fosse sua outra metade e todo o resto ficava para trás. Era meio assustador, mas só parecia ser a coisa certa a se fazer naquela hora.

Quando acordou para a vida real se lamentou por ter sido apenas um sonho. Os dias e os meses se passaram e um dia seu mundo virou de ponta cabeça. Ela resolveu tirar proveito da situação e descobriu que do outro lado também dava para se viver. Reaprendeu a andar com os seus próprios pés, passou a entender o real sentido da vida e entendeu que as vezes é preciso misturar todas as peças do quebra-cabeça para encontrar o lugar certo onde cada peça se encaixa.

E em uma noite qualquer, no meio de tanta gente confusa tentando esquecer a realidade, com bebidas nas mãos e olhares vazios, ela o viu. E naquele momento tudo se misturou dentro dela novamente. As peças que estavam montadas e pareciam certas, se bagunçaram novamente. E ela soube que precisava dele para colocar tudo no lugar outra vez.

As vezes nos lugares menos prováveis, em épocas menos viáveis, é onde nos encontramos. E ela o encontrou, e com isso, se encontrou também. E depois disso o tempo fez com que ela enxergasse o que ela temia.

E ela soube, que aquele sonho era real. E ela soube que tudo o que ela precisava estava ali, diante dos olhos dela. De um modo tão leve e verdadeiro que ela apenas soube. E sentia uma paz tão grande. Ele a salvou e a levou pelas mãos para o melhor lugar do mundo onde ela poderia estar. E ela apenas soube que era ele, e que sempre seria.

B.P.